Medicina Bioquímica e Prática Ortomolecular

A prática terapêutica ortomolecular é um valioso método de prevenção e tratamento complementar de doenças agudas, degenerativas ou crônicas. É um poderoso instrumento de promoção da qualidade de vida, pois está direcionada para as mudanças positivas no estilo de vida, prevenção de doenças, hábitos saudáveis e dieta balanceada. O médico desse método visualiza o corpo humano como um todo dinâmico e quântico, num complexo inteligente corpo-energia-mente do terreno biológico interno particular de cada um. Na avaliação clínica são valorizadas as informações obtidas do paciente referentes ao seu corpo, vitalidade, pensamentos, sentimentos e comportamentos. Tem como objetivo corrigir os desequilíbrios nutricionais e bioquímicos, buscando recompor as condições ideais do terreno biológico, e, assim, controlar, reverter ou evitar o processo de adoecimento. O método permite apurar e classificar o nível de estresse oxidativo (resultante do excesso de radicais livres) e analisar os indicadores ou marcadores do nível de estresse adrenal (resultante de desequilíbrios e deficiências hormonais). Após anamnese e apuração de resultados de exames clínicos, o médico estabelece, para seu paciente, protocolos terapêuticos com nutrientes antioxidantes, dieta saudável e/ou suplementação de nutrientes dirigidos para o equilíbrio endócrino e redução do grau de estresse bioquímico. Assim, o resultado é a diminuição ou eliminação dos efeitos deletérios à saúde causados pelo estresse, depressão e ansiedade. A prática ortomolecular é útil para: 1. Avaliar e tratar as carências nutricionais como: oligoelementos, minerais, vitaminas, cofatores enzimáticos, aminoácidos, ácidos graxos essenciais. 2. Preservar a integridade celular e herança genética e epigenética, para evitar mutações das moléculas de DNA/RNA, no caso da epigenética (metilações de bases do DNA ou alterações em proteínas dos histonas), atuando como método de prevenção na carcinogênese e teratogênese, utilizando os recursos da nutrigenômica. 3. Avaliar o nível de impregnação de metais pesados e de outros tóxicos (como agrotóxicos, xenobióticos, químicos diversos), que podem danificar tecidos celulares e a matrix extracelular, estabelecendo protocolos terapêuticos dirigidos para a desintoxicação orgânica. 4. Promover a melhora da vitalidade e do desempenho físico em atividades desportivas, e melhorar a performance neuropsíquica como concentração e memória, também promover um sono restaurador. 5. Equilibrar as funções orgânicas e apoiar na eficácia da resposta imunológica, assim, atuando na prevenção e ajudando na recuperação de doenças alérgica, inflamatórias, metabólicas. 6. Identificar o eixo hormonal do estresse e quais são as deficiências de neurotransmissores (dopamina, serotonina, gaba, adrenalina e noradrenalina) e hormônios (níveis de cortisol, insulina, melatonina, hormônios adrenais, tireoidianos, hipofisários etc.) para restabelecer a homeostasia. 7. Identificar a presença ou não da síndrome plurimetabólica através dos marcadores das disfunções metabólicas que envolvem: dislipidemia, hiperinsulinemismo, diabetes mellitus, obesidade, ovários policísticos, esteatose hepática etc.; após isso, estabelecer protocolos terapêuticos e efetuar o monitoramento dos resultados.