Micro e pequenas empresas

Não há necessidade de muito estudo para que se trabalhe com a idéia do paradigma da igualdade, com o paradoxo da diferença. Realmente, somos biologicamente iguais, mas socialmente diferentes. Com a globalização, este dogma se efetivou ainda mais, exatamente porque os diferentes sociais se aproximaram e, então, a diferença ficou plasmada. Com efeito, hoje os mercados financeiros internacionais impõem suas leis e preceitos ao planeta, resultando em que a globalização nada mais seja do que a extensão totalitária de sua lógica a todos os aspectos da vida. Os estados, dessa forma, não estão dotados de recursos bastantes, assim como liberdade de manobra para suportar a pressão do capital exatamente porque minutos são suficientes para que empresas e Estados entrem em colapso, conforme afirma Bauman. Esse fenômeno internacional, com efeito, suga muito do antigo poder estatal, restando este apenas com suas necessidades básicas, seu poder de repressão e sua soberania e independência anuladas, assim como a classe política apagada. A ordem pública está incapacitada para lidar com um mundo repleto de riscos, desigualdades e desafios que refogem às fronteiras nacionais, ou seja, os efeitos da globalização decretam a pobreza, a miséria, urgindo que se planeje um governo global capaz de enfrentar esses problemas internacionais, na opinião de Giddens. Algumas tentativas estão sendo feitas, como a constituição das Nações Unidas e da União Européia, repousando, aqui, uma resposta inovadora à globalização. No Brasil, o efeito é devastador, inobstante o desenvolvimento tecnológico. Com ele, vieram alguns efeitos nefastos, como o aumento da violência e da criminalidade, justamente porque daí resultou a concentração de capital nas mãos de pequenos grupos econômicos. Pensando como Kavanagh, esse movimento internacional ensejou melhores condições aos extremamente ricos, possibilitando o ganho fácil, o que deixou dois terços da população fora dessa ordem. Embora tenha produzido algum benefício, a globalização trouxe consigo a tendência a aumentar o desemprego formal, além de forçar os governos a assegurar a tutela social das populações carentes e tentar diminuir o avanço da criminalidade. Simulam-se soluções por meio de lei, pois qualquer fato de cunho social passa a ser crime, o que dá a sensação do cumprimento do dever dos políticos, com o que ganham espaço na mídia. As penas passam a ser aumentadas, cria-se novos tipos penais e os nossos presídios ficam lotados.